CAPE (Convective Available Potential Energy)
SondagemMede a energia de flutuabilidade disponível para uma parcela de ar que ascende. Valores acima de 1500 J/kg indicam forte instabilidade e risco de tempestades severas.
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Mede a energia de flutuabilidade disponível para uma parcela de ar que ascende. Valores acima de 1500 J/kg indicam forte instabilidade e risco de tempestades severas.
Inibição Convectiva. A "tampa" energética que impede o ar de subir até o Nível de Convecção Livre (LFC). Valores muito negativos suprimem a formação de tempestades.
Diferença de temperatura entre o ambiente a 500 hPa e uma parcela de ar elevada até esse nível. Valores negativos indicam instabilidade.
Índice que avalia a instabilidade térmica combinando o gradiente de temperatura e a umidade em 850 hPa. Valores > 44 sugerem tempestades.
Indicador de probabilidade de tempestades, focado em chuvas fortes. Considera temperatura e ponto de orvalho na baixa e média troposfera.
Severe Weather Threat Index. Combina umidade, instabilidade e cisalhamento do vento para prever o risco de tempestades severas e tornados.
Avalia a instabilidade atmosférica levantando uma parcela de ar de 850 hPa até 500 hPa. Excelente para prever tempestades "elevadas" (acima de uma inversão na superfície).
Altura em que uma parcela de ar forçada a subir satura (100% de umidade), formando a base das nuvens cumuliformes.
Nível a partir do qual uma parcela de ar se torna menos densa que o ambiente e passa a subir sozinha, acelerando por flutuabilidade positiva.
Altura na qual a parcela de ar em ascensão volta a ter a mesma temperatura do ambiente, parando de subir. Define o topo da tempestade (bigorna).
A altura da base da nuvem que se formaria apenas pelo aquecimento térmico da superfície, sem forçantes mecânicas.
Helicidade Relativa à Tempestade. Mede o potencial do vento causar rotação nas correntes ascendentes de uma tempestade (mesociclones).
Razão entre o CAPE (energia térmica) e o cisalhamento vertical do vento. Ajuda a prever se as tempestades serão multicélulas ou supercélulas.
Índice que combina CAPE e SRH. É um dos preditores mais robustos para a formação de tornados em supercélulas.
Parâmetro composto que avalia múltiplos dados (CAPE, LCL, SRH, Cisalhamento) para indicar o risco de tornados significativos (F2 ou maior).
A taxa na qual a temperatura do ar diminui com o aumento da altitude. Um "Lapse Rate" acentuado (resfriamento rápido) favorece tempestades intensas.
A temperatura que uma parcela de ar teria se fosse levada à pressão de 1000 hPa de forma adiabática (sem trocar calor com o ambiente).
Semelhante à Temperatura Potencial, mas assume que todo o vapor d'água da parcela condensou, liberando calor latente. Excelente para rastrear massas de ar quentes e úmidas.
Gráfico termodinâmico padrão na meteorologia, onde as linhas de temperatura são inclinadas (skewed) e a pressão está em escala logarítmica. Usado para plotar dados de radiossondas.
Gráfico polar que plota vetores de vento em diferentes altitudes. Visualiza o cisalhamento do vento e a possível rotação em tempestades.
Mede a velocidade do vento. Pode ser de conchas, hélices ou ultrassônico (que mede a alteração nas ondas de som provocadas pelo vento).
Cone de tecido usado em pistas de pouso para indicar visualmente a direção e dar uma estimativa da velocidade do vento de superfície.
Mede a pressão atmosférica utilizando uma pequena câmara de vácuo em metal flexível, que se expande ou contrai sem uso de líquidos.
Dispositivo projetado para medir a umidade relativa do ar atmosférico.
Tipo preciso de higrômetro que usa dois termômetros (um de bulbo seco e outro de bulbo úmido). A diferença de temperatura entre eles permite calcular a umidade e o ponto de orvalho.
Aparelho utilizado para recolher e medir a quantidade de precipitação (chuva) em um local, dada em milímetros (1 mm = 1 litro de água por metro quadrado).
Pluviômetro automatizado que registra não apenas o volume, mas a intensidade da chuva ao longo do tempo (por exemplo, usando um sistema de báscula).
Sensor que mede a irradiância solar global (radiação de onda curta) que atinge uma superfície plana.
Registra as horas de brilho solar (insolação) diário. Geralmente usa uma esfera de cristal para focar a luz e queimar um traço contínuo num papel.
Pacote de sensores solto por um balão a gás hélio. Mede o perfil vertical de temperatura, pressão e umidade da troposfera à estratosfera.
Pequeno balão rastreado visualmente (com teodolito) ou por GPS do solo para determinar exclusivamente a direção e velocidade dos ventos em altitude.
Emite pulsos de micro-ondas. O sinal rebate nas gotas de chuva ou gelo e volta ao radar (refletividade), indicando a posição, intensidade e tamanho da tempestade.
Radar avançado que, além da chuva, mede a mudança de frequência do sinal refletido (efeito Doppler) para calcular a velocidade do vento dentro da nuvem, crucial para detectar tornados.
Satélites orbitando a ~36.000 km, acompanhando a rotação da Terra. Ficam "parados" sobre o mesmo ponto do equador, monitorando a evolução de frentes e furacões (ex: GOES).
Satélites de baixa altitude (ex: 800 km) que cruzam os polos. Escaneiam a Terra em faixas, obtendo imagens de altíssima resolução e dados refinados de temperatura oceânica.
Mede a distribuição do tamanho e a velocidade de queda das gotas de chuva ou partículas de neve (hidrometeoros).
Utiliza um feixe de laser apontado para cima para medir com extrema precisão a altura da base das nuvens. Essencial na aviação.
Semelhante ao radar, mas usa luz (laser) para medir a composição da atmosfera, como fumaça, poeira e aerossóis.
Instrumento acústico que emite pulsos sonoros para medir o perfil vertical do vento na baixa atmosfera, analisando a dispersão do som na turbulência térmica.
Termômetro mecânico que registra continuamente a temperatura do ar desenhando uma linha em um cilindro de papel giratório.
A mais perigosa das tempestades. Caracteriza-se por uma corrente ascendente que rotaciona de forma profunda e persistente (mesociclone). Origina tornados e granizo gigante.
Vórtice de ar giratório dentro de uma tempestade supercelular (2 a 10 km de diâmetro). É a "mãe" dos tornados mais fortes.
Coluna de ar em rotação violenta que toca o solo, ligada a uma Cumulonimbus. Ventos podem superar 300 km/h (Escala Fujita Melhorada).
Tornado formado sobre o oceano ou lagos. Muitas vezes ocorrem sob nuvens não-supercelulares e são menos destrutivas, mas perigosas para barcos.
Corrente de ar descendente intensa e concentrada (menor que 4 km de diâmetro) de uma tempestade. Os ventos divergem violentamente ao bater no solo, derrubando árvores.
Versão em maior escala (maior que 4 km de diâmetro) da microexplosão, causando destruição em áreas mais abrangentes.
Sistema de tempestades de vento em linha reta, duradouro (centenas de quilômetros) e de avanço rápido, frequentemente associado a um "Bow Echo" no radar.
Assinatura no radar meteorológico onde uma linha de tempestades curva-se em formato de arco de flecha, impulsionada por ventos descendentes extremamente fortes.
Banda longa e contínua de intensas tempestades (frequentemente ao longo de uma frente fria), caracterizada por fortes rajadas de vento e chuva pesada na borda de avanço.
Precipitação sólida formada quando gotas d'água são empurradas para as camadas mais frias (abaixo de 0°C) de uma nuvem por fortes correntes ascendentes, congelando em camadas.
Flocos de neve que colidem com gotículas de água super-resfriada (líquidas abaixo de zero), formando pequenas bolinhas brancas, opacas e macias ("neve peletizada").
Pingos de chuva ou flocos de neve derretidos que recongelam em grânulos de gelo sólido *antes* de atingirem o solo. Parecem pequenos vidros de gelo.
Chuva em estado líquido que congela *instantaneamente* ao tocar superfícies (como carros, árvores e asfalto) cuja temperatura está abaixo de zero, formando uma perigosa crosta de gelo liso.
Tempestade de inverno severa, combinando neve abundante, ventos superiores a 56 km/h e visibilidade quase nula ("whiteout") por longos períodos.
Depósito de cristais de gelo sobre superfícies, formado pela sublimação direta do vapor d'água presente no ar quando a temperatura cai a 0°C ou menos. Queima culturas agrícolas.
Nuvem tipo stratus colada ao solo, formada pela condensação da umidade. Reduz a visibilidade horizontal a menos de 1000 metros.
Igual ao nevoeiro, mas menos densa, permitindo visibilidade maior que 1 km (geralmente entre 1 e 5 km).
Precipitação que cai de uma nuvem, mas evapora no ar seco abaixo dela antes de atingir o solo. Deixa rastros fibrosos escuros no céu.
Muralha gigante de poeira levantada pelos intensos ventos descendentes de uma tempestade (microbursts) em áreas desérticas ou extremamente secas.
Vento quente e seco que desce a encosta de montanhas (a sotavento). Ao descer, o ar é comprimido, aquecendo drasticamente e secando a região.
Vento diurno que sopra do mar para a terra, causado pelo aquecimento mais rápido do continente em relação à água fria do oceano.
Vento noturno soprando da terra para o mar. A terra esfria mais rápido à noite, criando alta pressão sobre o continente e impulsionando o ar para o oceano mais quente.
Queda brusca de temperatura na Amazônia, provocada pela incursão de massas de ar polar fortes que sobem canalizadas pela Cordilheira dos Andes.
Vento frio, forte e seco do quadrante sul/sudoeste que sopra nos pampas argentinos e uruguaios logo após a passagem de uma intensa frente fria.
Condição onde a temperatura aumenta com a altura, criando uma barreira invisível que impede o ar de subir, confinando fumaça e poluição perto do solo (comum no inverno).
Banda persistente de nebulosidade que se estende da Amazônia até o Sudeste do Brasil no verão, causando chuvas contínuas por dias seguidos (causadora de enchentes em MG/RJ/SP).
Faixa de nuvens equatoriais onde os Ventos Alísios do Norte e Sul colidem, subindo e gerando abundantes chuvas (afeta muito o Norte e Nordeste brasileiro).
Centro de alta pressão que se forma em altos níveis (acima de 10 km) sobre a Bolívia no verão. Atua como um "exaustor" no topo das tempestades da Amazônia.
Sistema de circulação horária em altitude. Seu centro é frio, com ar afundando (tempo seco), mas suas bordas provocam fortes chuvas. Comum no Nordeste no verão.
Corredor de vento intenso na baixa troposfera (1 a 2 km), barrado pelos Andes, que transporta umidade da bacia Amazônica para o centro-sul do Brasil (conhecidos como Rios Voadores).
"Rios" de ventos absurdamente rápidos e estreitos fluindo de oeste para leste perto da tropopausa, guiando as frentes frias globais.
Borda de avanço de uma densa massa de ar frio. Ela avança como uma "cunha", obrigando o ar quente a subir rápido e formar tempestades Cumulonimbus.
Massa de ar quente avança sobre o ar frio. Por ser mais leve, o ar quente sobe como se deslizasse em uma rampa, gerando nuvens estratificadas e chuva leve/moderada de longa duração.
Uma frente fria move-se mais rápido e alcança uma frente quente, empurrando todo o setor quente para as alturas. Marca o início da dissipação de um ciclone.
Fronteira entre duas massas de ar onde nenhuma delas tem força para deslocar a outra. Pode ficar parada por dias causando inundações contínuas na mesma faixa.
Sistema de baixa pressão típico de latitudes médias/altas, dependente do contraste de temperatura (baroclinia). Nasce acoplado a frentes frias e quentes.
Sistema de núcleo quente, sem frentes associadas. Se alimenta do calor latente evaporado de oceanos com mais de 26°C.
Híbrido entre o extratropical e o tropical. Forma-se sobre águas moderadas, geralmente "desgarrado" de frentes. Ex: Tempestade Eçaí (Brasil, 2015).
Sistema de Alta Pressão Atmosférica. O ar afunda no seu centro e gira de forma divergente. Destrói nuvens, trazendo dias de céu azul, estabilidade e calor ou frio extremo.
Área alongada de baixa pressão nos mapas meteorológicos. Funciona como um funil para os ventos, estimulando a subida de ar e formação de tempestades.
Oposto do Cavado: Área alongada de alta pressão, caracterizada por subsidência e bom tempo. As isóbaras se curvam em forma de lombada.
Anomalia climática caracterizada pelo aquecimento das águas do Pacífico Equatorial, invertendo os ventos alísios. Traz secas ao Norte do Brasil e chuvas torrenciais ao Sul.
Fase fria do Pacífico Equatorial, intensificando os alísios. Acelera as correntes de águas frias, gerando muita chuva na Amazônia/Nordeste e severas secas no Sul do Brasil.
Fenômeno de oscilação térmica marinha, porém restrito ao Oceano Índico. Fases positivas ou negativas interferem muito no clima da Austrália e do Leste Africano.
Bolha gigantesca de ar, cobrindo continentes ou oceanos inteiros, que adquire a temperatura e a umidade do lugar onde se formou (ex: Massa Polar Atlântica - mPa).
Força aparente gerada pela rotação da Terra. Faz os ventos e correntes marítimas desviarem para a esquerda no Hemisfério Sul, dando o giro aos ciclones.
Mudança brutal na velocidade e/ou na direção do vento em curtas distâncias horizontais ou verticais. Perigoso na aviação e crucial para as supercélulas.
Movimento ascendente de calor ou umidade. Na meteorologia, refere-se ao ar que é aquecido pelo sol na superfície, fica leve, e "brotar" para cima formando nuvens Cumulus.
Movimento horizontal (via ventos) de propriedades atmosféricas, como o transporte (advecção) de ar frio polar para o sudeste do Brasil.
Movimento descendente em larga escala de uma massa de ar. À medida que desce, comprime, esquenta e inibe toda a formação de nuvens (causa os desertos).
Medida de rotação microscópica num fluido atmosférico. Valores positivos indicam rotação ciclônica (associada a mau tempo).
A taxa de reflexão do calor/luz do Sol de volta ao espaço. Neve e gelo têm albedo muito alto (refletem muito). Asfalto e oceanos escuros absorvem (albedo baixo).
Camada mais baixa, em contato com o solo. Concentra 75% da massa de gás e 99% da água da atmosfera. É onde ocorrem 99% do clima (chuvas, neve, vento).
Segunda camada, logo acima da Troposfera. Totalmente estável (aqui a temperatura *aumenta* com a altura) e contém a famosa Camada de Ozônio, que filtra os raios UV.
Temperatura na qual o ar precisa ser esfriado para atingir saturação (100% de umidade). Quanto maior, mais abafado; valores de P.O. acima de 20°C são combustível puro para chuvas intensas.
Porcentagem que indica a proporção de vapor d'água no ar comparado à capacidade *máxima* que o ar aguenta reter naquela temperatura específica.
A energia invisível liberada (ou absorvida) pela água quando muda de estado físico. Quando o vapor "condensa" em gotículas (nuvens), libera muito calor, aquecendo o núcleo dos furacões.
Linha traçada em mapas sinóticos conectando locais que estão registrando exatamente a mesma Pressão Atmosférica. Isóbaras juntas significam ventos fortíssimos.
Linha nos mapas conectando pontos da Terra ou do ar livre com a exata mesma Temperatura.
Linha unindo pontos com a mesma altura (espessura) para determinada pressão (ex: onde o nível de 500 hPa está exatamente a 5800 m de altitude). Usada nos mapas de "altos níveis" para achar Cavados e Cristas.